Mudei de nome

05:43 / Escrito por Bella / comentários (0)

Pode me chamar de Purcina, Zefa Purcina. A mulher que faz renda pra Feira de Mangaió.
Porque nessa vida é preciso mudar. Eu preciso mudar. Estou de bode de quase tudo, e mudar me traz novas perspectivas.
Porque agora estou com vontade de viver a vida tango-forrozeando, com uma trilha sonora dramática e alegre, pra fazer graça até de desgraça. Eu que não tenho motivos pra sofrer, sofro tanto; penso em como Vó Nedina viveu e criou 14 filhos, viúva jovem, nunca vi reclamar da vida; em pai Quinz que junto de mãe perdeu tudo e nunca deixou faltar nada, sem reclamar, reconstruiu algo maior. Eu, que nunca passei fome, nunca tive de criar filho sem grana, nem caminhar 7 Km pra chegar à escola, vivo em crise. Chega da minha crise, vou mudar.
Crise agora vou brincar com ela. Fazer música na minha crise.
A partir de hoje sou Purcina.

Old habits die hard

10:31 / Escrito por dani / comentários (0)

Em dias como esse eu quero que meus hábitos não morram nunca. Duas horas de felicidade diária. Talvez a vida seja mais que isso, tem de ser, vai ser. Eu espero que seja. Mas enquanto eu descubro o meu grande-propósito-na-vida, eu fico com essas duas horinhas. E fico bem, bem feliz até. E penso que pular da ponte depois do almoço de sexta-feira talvez não seja a resposta afinal. Eu tive duas horas de felicidade hoje. E amanhã serão mais duas! Daí entra meu pensamento de economista que diz que duas horas são menos de 10%. É, tecnicamente sim. Mas pra quem tá vendo a cidade toda cinza, mesmo quando o céu que eu sempre achei lindo, lindo tá azul,azul, duas horas tá bom. Nessas duas horas eu choro e lembro e escuto adriana-e-a-ana-carolina-que-nem-todo-mundo-gosta e tomo uma cerveja e como chocolate. E eu falo. Falo e falo sem pensar, sem preocupar mesmo com o que eu penso, o que eu quero e o que ainda nem descobri. E eu escuto, e ouvir faz um bem danado, que às vezes nem eu sei. Porque nessas duas horas de felicidade diária eu sei que sou eu que tô ali. Louca, confusa, inconstante, eu. E eu sei que quando tudo isso passar ( e tem de passar or so i hpe), eu vou lembrar de tudo bem vagamente, mas não vou esquecer dessas duas horas diárias de felicidade, onde os risos são sinceros, os abraços apertados e o amor verdadeiro. E pouco vai me importar que elas tenham sido apenas 10% de 365 dias. Eu acho que eu não nasci pra ser economista, no final das contas.