Em dias como esse eu quero que meus hábitos não morram nunca. Duas horas de felicidade diária. Talvez a vida seja mais que isso, tem de ser, vai ser. Eu espero que seja. Mas enquanto eu descubro o meu grande-propósito-na-vida, eu fico com essas duas horinhas. E fico bem, bem feliz até. E penso que pular da ponte depois do almoço de sexta-feira talvez não seja a resposta afinal. Eu tive duas horas de felicidade hoje. E amanhã serão mais duas! Daí entra meu pensamento de economista que diz que duas horas são menos de 10%. É, tecnicamente sim. Mas pra quem tá vendo a cidade toda cinza, mesmo quando o céu que eu sempre achei lindo, lindo tá azul,azul, duas horas tá bom. Nessas duas horas eu choro e lembro e escuto adriana-e-a-ana-carolina-que-nem-todo-mundo-gosta e tomo uma cerveja e como chocolate. E eu falo. Falo e falo sem pensar, sem preocupar mesmo com o que eu penso, o que eu quero e o que ainda nem descobri. E eu escuto, e ouvir faz um bem danado, que às vezes nem eu sei. Porque nessas duas horas de felicidade diária eu sei que sou eu que tô ali. Louca, confusa, inconstante, eu. E eu sei que quando tudo isso passar ( e tem de passar or so i hpe), eu vou lembrar de tudo bem vagamente, mas não vou esquecer dessas duas horas diárias de felicidade, onde os risos são sinceros, os abraços apertados e o amor verdadeiro. E pouco vai me importar que elas tenham sido apenas 10% de 365 dias. Eu acho que eu não nasci pra ser economista, no final das contas.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário